21/10/2010
Fabrice Girard: Chefe de departamento responsável pela Mobilidade e transportes Regionais de passageiros, Gabinete da Mobilidade e Transportes no Conselho Regional da Bretanha
O projecto BREIZHGO será lançado brevemente. Considera a informação multimodal como uma prioridade para a região da Bretanha?
Actualmente é fundamental, e cada vez mais o será, que os transportes públicos sejam desenvolvidos com um objectivo claramente multimodal. A região da Bretanha, em colaboração com os seus parceiros, está a desenvolver várias iniciativas cujo objectivo é a melhoria de todas as etapas de uma viagem, de forma a facilitar ao máximo a troca de uma rede para outra: melhorias em terminais multimodais, introdução de um cartão de viagem que poderá funcionar conjuntamente com o cartão multi rede Korrigo, melhoria na coordenação dos serviços de transportes…
Nesse contexto, a informação multimodal é uma grande prioridade na Região. Os utilizadores dos transportes públicos estão cada vez mais exigentes quanto à clareza da informação multimodal para planearem a sua viagem. Acreditamos que a informação é um incentivo importante para o desenvolvimento dos transportes públicos, e a esse respeito, o BREIZHGO será uma ferramenta essencial que irá beneficiar todos.
Quais foram as dificuldades que encontrou desde a sua implementação?
Têm havido problemas técnicos, pois tornar bases de dados diferentes compatíveis, nem sempre é tarefa fácil. O projecto Bretão requereu também o desenvolvimento de funcionalidades específicas, particularmente o aperfeiçoamento de um algoritmo que lhe permitiria encontrar informação sobre ofertas de transporte com mais de 6 meses de antecedência, mesmo que a informação dos horários ainda não tivesse sido finalizada. O objectivo era o de poder fornecer informação aos utilizadores com bastante antecedência à sua viagem, principalmente para os passageiros que planeiam as suas férias com muitos meses de antecedência.
Contudo, um dos potenciais problemas para o projecto BREIZHGO esteve relacionado com as parcerias existentes no projecto, que envolveu quase 20 organizações. A região da Bretanha conseguiu evitar este obstáculo, encontrando tempo para consultar profundamente os parceiros, para que as suas expectativas e requisitos pudessem assim ser levados em consideração pelo projecto BREIZHGO. Com base em experiências passadas e contando com grupos de acção regulares (designados por GART BREIZH), que serviram de ligação às autoridades dos transportes Bretãs, fomos capazes de criar um ambiente de trabalho favorável à tomada de decisões conjuntas.
Está a participar no projecto START. De que forma as contribuições de outros parceiros e do fundo europeu têm sido capazes de a ajudar?
Através do projecto START pudemos partilhar experiências e assim enriquecer a nossa forma de pensar. É muito interessante comparar as práticas dos diferentes parceiros e conhecer previamente os problemas já encontrados por outros. Os outros parceiros, não franceses, mencionaram necessidades e dificuldades específicas na utilização de sistemas de informação multimodal em áreas com as quais não estão familiarizados. Tentámos incluir este factor no nosso projecto BREIZHGO, que também se destina a outros passageiros além dos Bretões.
No presente estado das finanças públicas, a contribuição feita pela Europa para o projecto BREIZHGO permitiu-nos tornar este projecto uma realidade. Hoje, estamos extremamente gratos por isso, numa altura em que alguns dos parceiros estão a deparar-se com dificuldades financeiras significativas.
A interoperabilidade é uma questão essencial nos dias de hoje. Que contactos já estabeleceu com outras regiões?
A interoperabilidade é de facto uma questão essencial, para a qual o projecto START está completamente direccionado. Já começámos a trabalhar com os nossos parceiros nas regiões da Baixa e Alta Normandia, e o nosso projecto BREIZHGO foi desenvolvido tecnicamente para permitir o acesso a outros Sistemas de Informação Multimodal, utilizando os serviços Web. Está a ser dada prioridade a uma implementação rápida com a região da Baixa Normandia, o que nos irá permitir testar a primeira versão teste numa escala completa. Esperamos começar a experiência antes de meados de 2011.